Mecanismos Fisiopatológicos Da Remodelação Ventricular Na Insuficiência Cardíaca Crônica: Implicações Clínicas E Perspectivas Terapêuticas
Resumo:
Introdução: A insuficiência cardíaca crônica configura-se como uma síndrome cardiovascular de elevada prevalência e impacto clínico, estando associada a alterações estruturais e funcionais progressivas do miocárdio. Entre os principais mecanismos envolvidos em sua evolução destaca-se a remodelação ventricular, fenômeno caracterizado por modificações celulares, moleculares e teciduais que comprometem a função cardíaca e favorecem a progressão da doença. Objetivo: analisar os principais mecanismos fisiopatológicos envolvidos no remodelamento ventricular na insuficiência cardíaca, enfatizando os processos celulares e moleculares relacionados à progressão da doença e suas potenciais implicações terapêuticas. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde e Periódicos CAPES. Foram incluídos artigos científicos, revisões sistemáticas, metanálises, diretrizes clínicas e estudos experimentais publicados entre 2014 e 2026, nos idiomas português, inglês e espanhol. Resultados e Discussão: A remodelação ventricular resulta da interação entre mecanismos mecânicos, neuro-hormonais, inflamatórios e metabólicos. Destacam-se a hipertrofia dos cardiomiócitos, a fibrose miocárdica, o estresse oxidativo e a ativação persistente do sistema nervoso simpático e do sistema renina-angiotensina-aldosterona. Essas alterações promovem dilatação ventricular, aumento da rigidez miocárdica, disfunção sistólica e diastólica, além de favorecerem arritmias e pior prognóstico clínico. A compreensão desses processos permitiu o desenvolvimento de estratégias terapêuticas direcionadas à modulação neuro-hormonal e à redução da remodelação cardíaca adversa. Considerações Finais: A remodelação ventricular constitui um dos principais determinantes da progressão da insuficiência cardíaca. O aprofundamento do conhecimento sobre seus mecanismos fisiopatológicos contribui para a identificação de novos alvos terapêuticos e para o aprimoramento das estratégias de prevenção e tratamento da doença.
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