NEUROINFLAMAÇÃO E RECUPERAÇÃO PÓS-AVC: BIOMARCADORES PERIFÉRICOS, PROGNÓSTICO FUNCIONAL E PERSPECTIVAS TERAPÊUTICAS
Resumo:
O acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico desencadeia uma resposta inflamatória que influencia a lesão aguda e a recuperação. Este capítulo teve como objetivo analisar as evidências sobre biomarcadores inflamatórios periféricos, prognóstico funcional e perspectivas terapêuticas após o AVC isquêmico. Trata-se de uma revisão integrativa, com busca na MEDLINE, via PubMed, em outubro de 2026, que incluiu revisões sistemáticas, metanálises e estudos derivados de ensaios clínicos publicados entre 2021 e 2026. Dezesseis estudos compuseram a amostra. Índices hematológicos, como a razão neutrófilo-linfócito, e marcadores como pentraxina-3, GDF-15, neopterina, complemento C3, proteína C-reativa e índices compostos associaram-se a pior desfecho funcional, mas com poder discriminativo moderado e heterogeneidade entre os estudos. Em pacientes submetidos à trombectomia, marcadores inflamatórios e de armadilhas extracelulares de neutrófilos também se relacionaram ao prognóstico. No campo terapêutico, imunoterapias e terapias celulares mostraram segurança, sem benefício clínico consistente, e a estimulação do nervo vago associada à reabilitação reduziu a interleucina-6. Conclui-se que os biomarcadores inflamatórios periféricos são complementos promissores à estratificação prognóstica, mas ainda exigem validação prospectiva e padronização antes de orientar terapias imunomoduladoras.
2026 © Editora Cognitus - Todos os direitos reservados.
Política de Privacidade e Termos de serviço são aplicados.