FRAGILIDADE NO PACIENTE CIRÚRGICO: AVALIAÇÃO PRÉ-OPERATÓRIA E PREVENÇÃO DE DESFECHOS ADVERSOS
Resumo:
A fragilidade no paciente cirúrgico caracteriza-se pela redução das reservas fisiológicas e pela maior vulnerabilidade ao estresse operatório, constituindo uma dimensão relevante da avaliação pré-operatória. Este capítulo apresenta uma revisão narrativa da literatura com o objetivo de analisar a associação entre fragilidade e desfechos cirúrgicos, discutir sua avaliação e apresentar estratégias de prevenção de complicações. O levantamento bibliográfico foi realizado mediante buscas eletrônicas direcionadas a publicações científicas e diretrizes profissionais, contemplando estudos observacionais, revisões sistemáticas e recomendações assistenciais. A síntese identificou associação entre fragilidade e maior ocorrência de complicações, mortalidade, prolongamento da internação e necessidade de cuidados após a alta. A avaliação multidimensional permite reconhecer necessidades clínicas, funcionais, cognitivas, nutricionais e sociais, contribuindo para o planejamento individualizado. A discussão destaca a otimização das condições clínicas, a prevenção do delirium, a revisão de medicamentos e a organização da recuperação, reconhecendo que os benefícios das intervenções, especialmente da pré-habilitação, variam conforme o contexto e a população estudada. Conclui-se que a avaliação da fragilidade deve complementar o julgamento clínico e apoiar decisões compartilhadas, sem constituir isoladamente uma contraindicação à cirurgia, favorecendo a adequação do cuidado e a valorização da autonomia e da qualidade de vida.
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