EXCLUSÃO DIGITAL EM SAÚDE E SUA RELAÇÃO COM DESIGUALDADES NO ACESSO, UTILIZAÇÃO E CONTINUIDADE DO CUIDADO NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

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EXCLUSÃO DIGITAL EM SAÚDE E SUA RELAÇÃO COM DESIGUALDADES NO ACESSO, UTILIZAÇÃO E CONTINUIDADE DO CUIDADO NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
Palavras-chave Atenção Primária à Saúde; Acesso aos Serviços de Saúde; Continuidade da Assistência ao Paciente; Disparidades em Assistência à Saúde; Telemedicina.

Resumo:

OBJETIVO: Analisar a relação entre a exclusão digital em saúde e as desigualdades no acesso, na utilização e na continuidade do cuidado no SUS, considerando as barreiras socioeconômicas, territoriais, tecnológicas e educacionais. MÉTODOS: Revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo-analítico, realizada mediante buscas na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), contemplando LILACS e MEDLINE, além da SciELO e PubMed. Utilizaram-se os descritores DeCS/MeSH “Telemedicina” (Telemedicine), “Acesso aos Serviços de Saúde” (Health Services Accessibility), “Disparidades em Assistência à Saúde” (Healthcare Disparities), “Atenção Primária à Saúde” (Primary Health Care) e “Continuidade da Assistência ao Paciente” (Continuity of Patient Care), combinados pelos operadores booleanos AND e OR, associados aos termos livres exclusão digital e saúde digital. Foram incluídos sete artigos científicos publicados entre 2023 e 2025, submetidos à análise interpretativa e comparativa. RESULTADOS: As barreiras de conectividade, renda, escolaridade, gênero e letramento digital restringem a utilização da teleassistência, especialmente entre populações socialmente vulneráveis. Em projeto desenvolvido em 15 unidades básicas brasileiras, foram realizadas 6.312 sessões de telessaúde, com resolução remota de 85% das teleconsultas avaliadas. Entretanto, a necessidade de encaminhamentos presenciais, as limitações de acessibilidade tecnológica e as dificuldades de integração assistencial comprometem a continuidade do acompanhamento. CONCLUSÃO: A exclusão digital pode ampliar desigualdades preexistentes no SUS, exigindo estratégias de inclusão tecnológica, capacitação profissional e articulação entre atendimentos remotos e presenciais. A incorporação de indicadores de acessibilidade e continuidade assistencial ao planejamento dos serviços constitui uma medida necessária à promoção da equidade no cuidado.

Autor(es): Mariana Nascimento Costa; Maria Eduarda Amaral Pereira ; Valeska Thayana Lima de Sousa ; Lucas Matheus da Silva Prado ; Lidiana Maria Leite Matos; Vinicius Cavalcante Marinho; Gustavo Cavalcante Marinho ; Andres Santiago Quizhpi Lopez ; Lunna Davyda da Silva Freitas; Andrea Mathias Losacco
Nº de Capítulo 2
Nº de Páginas 15-24
ISBN 978-65-83818-69-0
DOI 10.71248/conevy.34.208
Publicado em: 15/10/2026
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