INTERPROFISSIONALIDADE NA ATENÇÃO À SAÚDE MENTAL: CONTRIBUIÇÕES PARA O CUIDADO INTEGRAL
Resumo:
OBJETIVO: Analisar a relação entre a transição epidemiológica e o aumento das DCNT, considerando as transformações demográficas, nutricionais e comportamentais, bem como contextualizar suas implicações para a saúde coletiva, a prevenção e a organização dos serviços de saúde. MÉTODOS: Revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo e abordagem qualitativa, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), via PubMed. Utilizaram-se os descritores DeCS/MeSH “Transição Epidemiológica (Health Transition)”, “Doenças não Transmissíveis” (Noncommunicable Diseases)”, “Doença Crônica (Chronic Disease)”, “Multimorbidade (Multimorbidity)” e “Fatores de Risco (Risk Factors)”, combinados pelos operadores AND e OR. Foram selecionadas sete publicações entre 2021 e 2026, submetidas à análise descritiva, crítica e comparativa. RESULTADOS: Verificou-se maior participação das DCNT na morbimortalidade, associada ao envelhecimento populacional, mudanças comportamentais e permanência de fatores de risco. A multimorbidade variou de 29,4% a 42,2%, com maior frequência entre mulheres e pessoas idosas, além de associação com maior utilização dos serviços e polifarmácia. Observou-se ainda crescimento da obesidade, coexistência entre doenças transmissíveis e crônicas e redução insuficiente da mortalidade prematura. CONCLUSÃO: A transição epidemiológica ampliou a relevância das DCNT e a complexidade assistencial, exigindo fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, prevenção dos fatores de risco, diagnóstico precoce e continuidade terapêutica. O trabalho contribui ao relacionar multimorbidade, desigualdades
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