GESTÃO ESTRATÉGICA DE LEITOS HOSPITALARES E TRANSIÇÃO DO CUIDADO: IMPACTOS NA SUPERLOTAÇÃO, NAS ALTAS SEGURAS E NA CONTINUIDADE ASSISTENCIAL
Resumo:
A gestão de leitos hospitalares depende da coordenação entre capacidade instalada, fluxo de pacientes, planejamento da alta e continuidade assistencial após a saída do hospital. Objetivou-se analisar como a gestão estratégica de leitos associada às práticas de transição do cuidado pode contribuir para reduzir a superlotação, favorecer altas seguras e preservar a continuidade da assistência. Realizou-se revisão integrativa da literatura, com busca na Biblioteca Virtual em Saúde agosto de 2026, considerando registros indexados em MEDLINE, LILACS, IBECS, PubMed-not-MEDLINE, MINSAPERU e SES-SP. Foram identificados 435 registros; após deduplicação, aplicação do recorte de 2015 a 2025, critérios de idioma, tipo documental e aderência temática, 12 estudos compuseram a amostra final. Os achados mostraram que sistemas eletrônicos de gestão de leitos, Kanban, monitoramento em tempo real, previsão de altas, coordenação multiprofissional e planejamento antecipado da alta podem reduzir tempo de permanência, atrasos e permanência prolongada em serviços de emergência. A literatura também evidenciou que atrasos de alta são multifatoriais e frequentemente dependem da disponibilidade de cuidados pós-agudos, suporte familiar e comunicação entre serviços. Conclui-se que a gestão de capacidade é mais efetiva quando integrada à transição do cuidado, evitando que a alta seja tratada apenas como evento administrativo.
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