ROTURA PREMATURA DE MEMBRANAS: DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS NO MANEJO E NA PREVENÇÃO DAS COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS
Resumo:
A rotura prematura de membranas, especialmente quando ocorre antes de 37 semanas, constitui relevante desafio obstétrico por exigir equilíbrio entre o prolongamento da gestação e o risco de complicações infecciosas. Este capítulo teve como objetivo discutir os desafios contemporâneos relacionados ao manejo da condição e à prevenção de infecções maternas, fetais e neonatais. Realizou-se revisão narrativa, com busca nas bases PubMed/MEDLINE, Biblioteca Virtual em Saúde, SciELO e Cochrane Library, mediante descritores controlados e termos livres relacionados à rotura de membranas, infecção intra-amniótica, biomarcadores e antibioticoterapia. Os resultados demonstraram que a conduta deve ser individualizada conforme a idade gestacional, a viabilidade fetal e as condições materno-fetais. A antibioticoterapia de latência, a vigilância clínica contínua e a redução de exames vaginais desnecessários permanecem medidas essenciais. Entretanto, a identificação precoce da infecção intra-amniótica ainda é limitada, pois sinais clínicos, proteína C-reativa, leucócitos e índices derivados do hemograma apresentam desempenho variável quando empregados isoladamente. Biomarcadores como a interleucina 6 no fluido cervicovaginal mostraram resultados promissores, porém ainda necessitam de padronização e validação. A amniocentese pode auxiliar em situações selecionadas, embora seu caráter invasivo restrinja o uso rotineiro. Conclui-se que a integração entre avaliação clínica, exames laboratoriais, monitorização fetal e antibioticoterapia racional é fundamental para reduzir as complicações infecciosas e evitar interrupções gestacionais desnecessariamente precoces.
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