ONCOGENÉTICA E SAÚDE PÚBLICA: ESTRATÉGIAS PARA O DIAGNÓSTICO PRECOCE E REDUÇÃO DA MORTALIDADE POR CÂNCER
Resumo:
A oncogenética tem se consolidado como campo estratégico para a saúde pública por possibilitar a identificação de indivíduos e famílias com maior predisposição hereditária ao câncer, favorecendo ações de rastreamento orientado pelo risco, diagnóstico precoce e acompanhamento preventivo. O objetivo deste capítulo foi analisar as contribuições da oncogenética para a saúde pública, com ênfase nas estratégias de diagnóstico precoce e redução da mortalidade por câncer. A metodologia consistiu em revisão bibliográfica qualitativa, descritiva e exploratória, realizada em bases nacionais e internacionais, além de documentos técnico-institucionais, com recorte temporal de 2023 a 2026 e composição final de 13 estudos e documentos no corpus de análise. Os resultados demonstraram que a testagem genética, a testagem em cascata, o aconselhamento genético, o rastreamento molecular com DNA-HPV e as novas tecnologias, como a biópsia líquida, podem contribuir para a organização de linhas de cuidado mais precisas, desde que estejam integradas a fluxos assistenciais, critérios de elegibilidade, profissionais capacitados e garantia de seguimento. A discussão indicou que a disponibilidade tecnológica, isoladamente, não reduz a mortalidade, pois o impacto depende da articulação entre prevenção, diagnóstico, tratamento oportuno, equidade de acesso e gestão eficiente da rede. Conclui-se que a oncogenética pode fortalecer a gestão estratégica em saúde por subsidiar decisões baseadas em risco, otimizar recursos, qualificar o cuidado oncológico e ampliar as possibilidades de prevenção e diagnóstico precoce
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