NEUROINFLAMAÇÃO COMO MECANISMO CENTRAL NA INTERFACE ENTRE DOENÇAS NEUROLÓGICAS E SISTÊMICAS: IMPLICAÇÕES CLÍNICAS E TERAPÊUTICAS
Resumo:
Resumo: A neuroinflamação tem emergido como um mecanismo central na interface entre doenças neurológicas e condições sistêmicas, desempenhando papel fundamental na fisiopatologia, progressão e desfecho clínico de diversas patologias. Este capítulo tem como objetivo analisar criticamente os principais mecanismos envolvidos na neuroinflamação e suas interações com processos inflamatórios sistêmicos, à luz das evidências científicas recentes. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, baseada em estudos publicados em bases de dados internacionais, que abordam aspectos celulares, moleculares e clínicos da neuroinflamação. Observa-se que a ativação persistente de células gliais, associada à liberação de citocinas pró-inflamatórias e à disfunção da barreira hematoencefálica, contribui significativamente para a neurodegeneração e alterações funcionais do sistema nervoso central. Além disso, condições sistêmicas, como obesidade, diabetes mellitus e disbiose intestinal, exercem influência direta sobre a resposta inflamatória cerebral, reforçando a natureza integrada desses processos. Destaca-se, ainda, o papel do eixo intestino-cérebro como mediador dessa interação, ampliando as perspectivas fisiopatológicas e terapêuticas. Diante disso, a neuroinflamação configura-se como um importante alvo para intervenções clínicas, embora desafios relacionados à heterogeneidade dos mecanismos envolvidos e à limitação de biomarcadores ainda persistam. Conclui-se que a compreensão integrada da neuroinflamação é essencial para o avanço de estratégias diagnósticas e terapêuticas mais eficazes.
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