DOENÇA DE CHAGAS NO SÉCULO XXI: PERSISTÊNCIA DE UM PROBLEMA HISTÓRICO DE SAÚDE PÚBLICA
Resumo:
Este estudo teve como objetivo analisar a doença de Chagas no contexto do século XXI, considerando sua persistência como problema de saúde pública, bem como discutir os fatores que contribuem para sua manutenção. Trata-se de uma revisão narrativa, qualitativa e descritiva, realizada nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde, com uso dos descritores DeCS/MeSH “Doença de Chagas”, “Trypanosoma cruzi”, “Epidemiologia”, “Transmissão de Doenças” e “Saúde Pública”, combinados por operadores booleanos. Foram incluídos estudos publicados entre 2019 e 2025, disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês e espanhol, sendo selecionados 7 estudos após aplicação dos critérios de elegibilidade. Os achados provaram aumento da transmissão oral na região amazônica, manutenção da transmissão vetorial em indivíduos com formas crônicas, predominância da forma indeterminada com evolução silenciosa, ausência de associação direta entre via de infecção e manifestações clínicas, além da influência da diversidade genética do Trypanosoma cruzi na heterogeneidade clínica. Também se observou forte relação entre ocorrência da doença e vulnerabilidade socioambiental, com maior concentração de casos em áreas de baixa renda. Conclui-se que a persistência do agravo decorre da interação entre fatores biológicos, sociais e programáticos, exigindo estratégias integradas de vigilância, diagnóstico e intervenção nos determinantes sociais.
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