EXPRESSÃO DE UM FENÓTIPO TUMORAL MAIS AGRESSIVO NO CÂNCER DE MAMA EM MULHERES JOVENS E SUAS IMPLICAÇÕES PROGNÓSTICAS
Resumo:
O câncer de mama em mulheres jovens, geralmente definido como aquele diagnosticado em pacientes com menos de 40 anos, representa uma entidade clínica distinta, caracterizada por comportamento biológico mais agressivo e piores desfechos prognósticos. Embora corresponda a uma menor proporção dos casos totais, esse subgrupo apresenta maior prevalência de subtipos moleculares desfavoráveis, elevada atividade proliferativa e maior frequência de mutações germinativas, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2. Além disso, fatores relacionados ao diagnóstico, como a ausência de rastreamento sistemático e a maior densidade mamária, contribuem para a detecção em estágios mais avançados da doença. Do ponto de vista fisiopatológico, a maior agressividade tumoral está associada à instabilidade genômica, ativação de vias oncogênicas e maior presença de células com características de autorrenovação, favorecendo progressão e resistência terapêutica. Nesse contexto, o câncer de mama em mulheres jovens demanda abordagens diagnósticas e terapêuticas específicas, baseadas em características moleculares e clínicas. Assim, o presente estudo teve como objetivo revisar a literatura acerca da expressão de um fenótipo tumoral mais agressivo nessa população e suas implicações prognósticas, destacando a necessidade de estratégias direcionadas para melhoria dos desfechos clínicos.
2026 © Editora Cognitus - Todos os direitos reservados.
Política de Privacidade e Termos de serviço são aplicados.