EDUCAÇÃO PERMANENTE E MICROPOLÍTICA DO TRABALHO EM SAÚDE: IMPLICAÇÕES PARA AUTONOMIA PROFISSIONAL E GESTÃO DO CUIDADO
Resumo:
O presente estudo teve como objetivo analisar as implicações da EPS na micropolítica do trabalho em saúde, buscando compreender de que forma os processos formativos desenvolvidos no cotidiano dos serviços influenciam a autonomia profissional e a gestão do cuidado no âmbito do SUS. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada a partir de buscas nas bases PubMed/MEDLINE, Scientific Electronic Library Online (SciELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Google Scholar, utilizando descritores provenientes do DeCS e MeSH relacionados à EP, trabalho em saúde e gestão do cuidado. Foram incluídas publicações entre 2017 e 2026 que abordavam a relação entre processos formativos e organização do trabalho em saúde, resultando na seleção de sete produções científicas para análise. Os resultados revelam que a EPS favorece a reflexão crítica sobre as práticas profissionais, fortalece a autonomia dos trabalhadores e contribui para a reorganização dos processos de trabalho, especialmente na Atenção Primária à Saúde. Entretanto, desafios institucionais como sobrecarga assistencial, limitações organizacionais e permanência de modelos formativos tradicionais podem restringir a consolidação dessas práticas. Conclui-se que a articulação entre EP e micropolítica do trabalho representa elemento estratégico para qualificar a gestão do cuidado e fortalecer práticas assistenciais mais colaborativas, críticas e orientadas às necessidades de saúde da população no âmbito do SUS.
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