RECONFIGURAÇÃO DO MODELO BIOMÉDICO NO SUS: A INSERÇÃO DAS PRÁTICAS INTEGRATIVAS COMO ESTRATÉGIA DE AMPLIAÇÃO DA INTEGRALIDADE E REDUÇÃO DA MEDICALIZAÇÃO
Resumo:
Este estudo analisou a reconfiguração do modelo biomédico no SUS a partir da inserção das Práticas Integrativas e Complementares, discutindo seu papel na ampliação da integralidade e no enfrentamento da medicalização. Trata-se de revisão narrativa de literatura, de abordagem qualitativa e caráter analítico-interpretativo, realizada nas bases SciELO, BVS, PubMed/MEDLINE e Google Scholar, com publicações entre 2017 e 2025, selecionando sete produções que abordaram institucionalização, oferta e impactos das PICS no SUS, especialmente na Atenção Primária à Saúde e nos Centros de Atenção Psicossocial. Os resultados evidenciaram deslocamentos na centralidade farmacológica, redução do uso de medicamentos em condições crônicas, fortalecimento do vínculo terapêutico e ampliação do autocuidado, além da coexistência tensionada entre racionalidades biomédicas e integrativas. Observou-se que a institucionalização normativa ampliou o repertório terapêutico, porém persistem fragilidades relacionadas à formação profissional e às condições estruturais dos serviços. Conclui-se que a inserção das PICS não promove ruptura imediata do paradigma biomédico, mas constitui processo gradual de reconfiguração do cuidado, com potencial de ampliar a integralidade e reduzir práticas medicalizantes, desde que sustentada por investimento formativo e institucional contínuo.
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