SÍNDROME HELLP: DESAFIOS DIAGNÓSTICOS E CONDUTA EM CENÁRIOS DE URGÊNCIA
Resumo:
A síndrome HELLP representa uma das complicações mais graves da gestação, associada a elevada morbimortalidade materna e perinatal, especialmente em contextos de urgência e emergência obstétrica. Caracteriza-se pela presença de hemólise, elevação de enzimas hepáticas e trombocitopenia, podendo manifestar-se como variante da pré-eclâmpsia grave ou de forma isolada, inclusive na ausência de hipertensão arterial ou proteinúria evidentes. Essa variabilidade clínica contribui significativamente para o atraso diagnóstico e para a progressão rápida do quadro clínico. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada a partir da análise de artigos científicos, revisões, consensos e diretrizes publicados entre 2004 e 2024, obtidos nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science e SciELO, além de documentos oficiais de sociedades científicas nacionais e internacionais. A literatura evidencia que a síndrome HELLP apresenta manifestações clínicas frequentemente inespecíficas, exigindo elevado grau de suspeição, especialmente em serviços de urgência. Formas incompletas da síndrome são relativamente comuns e podem evoluir com gravidade semelhante às formas clássicas. O manejo adequado baseia-se na estabilização materna imediata, controle rigoroso das manifestações clínicas e tomada de decisão oportuna quanto à interrupção da gestação, que permanece como o único tratamento definitivo. Destaca-se ainda a importância da abordagem multidisciplinar, da implementação de protocolos assistenciais e da monitorização rigorosa no período pós-parto. Conclui-se que o reconhecimento precoce e a conduta sistematizada em cenários de urgência são fundamentais para a redução das complicações maternas e perinatais associadas à síndrome HELLP.
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