PRÁTICAS EDUCATIVAS EM SAÚDE E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A REDUÇÃO DE VULNERABILIDADES SOCIAIS E EPIDEMIOLÓGICAS
Resumo:
Resumo: Analisar, por meio de uma revisão narrativa da literatura, as práticas educativas em saúde e suas contribuições para a redução de vulnerabilidades sociais e epidemiológicas. Trata-se de uma pesquisa de caráter descritivo e analítico, desenvolvida por meio da consulta às bases de dados LILACS, SciELO, BVS e PubMed/MEDLINE, além de documentos institucionais e normativos relacionados às políticas públicas de saúde, especialmente no âmbito do Sistema Único de Saúde. Foram incluídas produções científicas e documentais que abordassem práticas educativas em saúde vinculadas a contextos de vulnerabilidade social e/ou epidemiológica, disponíveis na íntegra e publicadas em português, inglês ou espanhol. Os resultados indicam que as práticas educativas em saúde estão associadas à promoção da saúde, à prevenção de agravos e ao fortalecimento da vigilância em saúde, contribuindo para a ampliação do acesso à informação, para a mediação entre saberes técnicos e populares e para o enfrentamento das desigualdades em saúde nos territórios. Observa-se que tais práticas apresentam maior potencial quando articuladas às políticas públicas, à atenção primária à saúde e à participação social, embora sejam influenciadas por fatores estruturais e contextuais. Conclui-se que as práticas educativas em saúde constituem estratégias relevantes no enfrentamento das vulnerabilidades sociais e epidemiológicas, ao favorecerem processos de autonomia, equidade e organização do cuidado, destacando-se a necessidade de sua institucionalização e de investigações futuras que aprofundem a análise de sua efetividade em diferentes realidades.
2026 © Editora Cognitus - Todos os direitos reservados.
Política de Privacidade e Termos de serviço são aplicados.