Novas Estratégias Farmacológicas E Terapias Adjuvantes No TEA: Do Sintoma- Alvo À Abordagem Personalizada
Resumo:
O capítulo apresenta um panorama das intervenções farmacológicas no Transtorno do Espectro Autista (TEA), destacando que, até o momento, não há fármacos capazes de tratar diretamente os déficits centrais do TEA; na prática, os medicamentos atuam sobretudo no controle de sintomas associados e comorbidades, dentro de planos multimodais e individualizados. Como estratégia estabelecida, os antipsicóticos atípicos (especialmente risperidona e aripiprazol) são apontados como os principais para irritabilidade/agressividade, com alerta para efeitos adversos metabólicos e a relevância crescente da farmacogenômica no ajuste terapêutico. O capítulo também sintetiza o uso de ISRS no manejo de ansiedade/depressão e TOC, fármacos para TDAH comórbido (estimulantes e não estimulantes) e melatonina para distúrbios do sono. Na fronteira terapêutica, discute-se a base neurobiológica do TEA (neuroinflamação, estresse oxidativo/disfunção mitocondrial e eixo intestino-cérebro), reposicionamento de medicamentos (incluindo inibidores de PDE) e alvos como via mTOR, oxitocina/OTR e sistema endocanabinóide. Por fim, enfatiza-se a medicina de precisão com biomarcadores (IA/neuroimagem e EEG) e integração multiômica/exossômica, além de terapias adjuvantes (dieta SGSC, vitamina D/ômega-3) e desafios de implementação, padronização e validação em larga escala.
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