ESTRATÉGIAS EDUCATIVAS EM SAÚDE E ADESÃO AO CUIDADO EM POPULAÇÕES ACOMPANHADAS PELO SUS
Resumo:
INTRODUÇÃO: A educação em saúde configura-se como estratégia essencial para fortalecer a autonomia dos usuários e promover maior adesão ao cuidado no âmbito do Sistema Único de Saúde, especialmente diante da complexidade das demandas assistenciais e das persistentes desigualdades no acesso aos serviços. Intervenções educativas participativas e centradas no usuário têm potencial para favorecer mudanças comportamentais e ampliar o engajamento no tratamento. OBJETIVO: Analisar as estratégias educativas em saúde e sua relação com a adesão ao cuidado em populações acompanhadas pelo Sistema Único de Saúde. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão de literatura de abordagem qualitativa e caráter descritivo-analítico, realizada por meio da busca de artigos científicos em bases de dados reconhecidas na área da saúde. Foram adotados critérios de inclusão relacionados à pertinência temática, disponibilidade na íntegra e atualidade das publicações, priorizando estudos que abordassem intervenções educativas, alfabetização em saúde, promoção do autocuidado e fatores associados à adesão ao tratamento. Após a seleção, procedeu-se à leitura crítica dos estudos e à organização das informações em categorias analíticas que possibilitaram a comparação dos achados. RESULTADOS E DISCUSSÃO: As evidências indicam que estratégias educativas estruturadas, conduzidas por profissionais qualificados e integradas à Atenção Primária, contribuem para ampliar o conhecimento dos usuários, fortalecer habilidades de autogerenciamento e favorecer a continuidade do cuidado. Abordagens coletivas, modelos de mudança de comportamento e práticas dialógicas demonstram maior potencial para estimular o vínculo com os serviços. Contudo, fatores socioeconômicos, barreiras organizacionais e desigualdades no acesso ainda limitam a efetividade dessas intervenções. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que a consolidação de estratégias educativas contínuas e culturalmente sensíveis é fundamental para fortalecer a adesão ao cuidado no SUS. Entretanto, sua efetividade depende da articulação com políticas que promovam equidade, qualificação profissional e melhor organização dos serviços, de modo a favorecer práticas assistenciais mais resolutivas e centradas nas necessidades da população.
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