TELESTROKE E SIMULAÇÃO INTERPROFISSIONAL NO MANEJO DO AVC AGUDO: IMPACTO NO TEMPO PORTA-AGULHA E DESFECHOS
Resumo:
INTRODUÇÃO: O acidente vascular cerebral agudo é uma condição de alta morbimortalidade, cujo prognóstico depende diretamente da rapidez no atendimento, especialmente do tempo porta-agulha na trombólise. Barreiras estruturais e a escassez de especialistas dificultam o manejo oportuno em muitos serviços de urgência. Nesse contexto, o telestroke amplia o acesso à avaliação neurológica especializada, enquanto a simulação interprofissional contribui para qualificar fluxos assistenciais, comunicação e tomada de decisão, favorecendo melhores desfechos clínicos. OBJETIVO: A pesquisa objetiva analisar o impacto da integração do telestroke e da simulação interprofissional no manejo do AVC agudo, com ênfase na redução do tempo porta-agulha e na melhoria dos desfechos clínicos dos pacientes. METODOLOGIA: Este estudo corresponde a uma revisão integrativa da literatura, realizada em 2026 a partir de buscas nas bases de dados LILACS, MEDLINE e PubMed. RESULTADOS E DISCUSSÃO: As evidências demonstram que o telestroke é seguro e eficaz no manejo do AVC agudo, com desfechos clínicos semelhantes ao atendimento presencial, especialmente quando associado à trombólise precoce. Contudo, seu impacto na redução do tempo porta-agulha é variável e depende principalmente da organização dos fluxos assistenciais, da capacitação das equipes e da padronização de protocolos. Estratégias interprofissionais, como treinamento, simulação e reorganização de processos, mostraram maior efeito na agilidade do atendimento do que a tecnologia isolada. Persistem desigualdades de acesso, limitações estruturais e falhas no monitoramento da qualidade, indicando que a integração entre telestroke, educação interprofissional e gestão baseada em indicadores é essencial para qualificar os desfechos no AVC agudo. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A associação entre telestroke e simulação interprofissional favorece a redução do tempo porta-agulha e a melhoria no AVC agudo com segurança. Os resultados indicam que a efetividade necessita menos da tecnologia isolada e mais da organização dos fluxos, da padronização de protocolos e da capacitação das equipes, destacando o papel central dos fatores organizacionais e humanos no cuidado em urgência e emergência.
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