TELEREABILITAÇÃO CARDÍACA E EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL NO SUS: EFEITOS NA QUALIDADE DE VIDA E ADESÃO PÓS-IAM
Resumo:
INTRODUÇÃO: As doenças cardiovasculares, especialmente o IAM, representam importante problema de saúde pública no Brasil. Apesar dos benefícios comprovados da reabilitação cardíaca, sua oferta no SUS é limitada por barreiras de acesso. Nesse contexto, a telereabilitação cardíaca, associada à educação interprofissional, surge como estratégia inovadora para ampliar o acesso, melhorar a adesão ao tratamento, favorecer o autocuidado e qualificar os resultados clínicos no cuidado pós-IAM. OBJETIVO: Este estudo tem como objetivo avaliar o impacto da telereabilitação cardíaca combinada à educação interprofissional no SUS sobre a qualidade de vida e a adesão de pacientes pós-IAM. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada em 2026, com buscas conduzidas nas bases de dados LILACS, MEDLINE e PubMed. RESULTADOS: No contexto do SUS, essa estratégia destaca-se como uma alternativa viável e potencialmente custo-efetiva para ampliar o acesso à reabilitação cardíaca. A incorporação de tecnologias digitais, aliada a modelos flexíveis e ao engajamento de pacientes e familiares, fortalece a continuidade do cuidado, reduz desigualdades de acesso e qualifica a atenção cardiovascular no pós-IAM. DISCUSSÃO: A telereabilitação cardíaca integrada à educação interprofissional demonstra impacto positivo consistente no cuidado de pacientes após o infarto, ao favorecer melhorias na qualidade de vida, no desempenho funcional e na adesão às terapias medicamentosas e às mudanças de estilo de vida. Além disso, essa abordagem contribui para a redução de sintomas psicológicos e apresenta níveis elevados de satisfação, com resultados comparáveis ou superiores aos modelos presenciais tradicionais. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que, a adoção da telereabilitação cardíaca no SUS amplia o acesso à reabilitação, favorece a continuidade do cuidado e contribui para a redução de desigualdades assistenciais, configurando-se como uma alternativa segura e potencialmente custo-efetiva para qualificar a atenção cardiovascular no SUS.
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