FATORES ASSOCIADOS À MANUTENÇÃO DA AMAMENTAÇÃO EXCLUSIVA ATÉ O SEXTO MÊS DE VIDA: EVIDÊNCIAS, BARREIRAS E INTERVENÇÕES EFETIVAS
Resumo:
O presente estudo analisa os fatores associados à manutenção da amamentação exclusiva até o sexto mês de vida, considerando a influência de aspectos maternos, psicossociais, socioeconômicos, institucionais e estruturais que condicionam a continuidade do aleitamento. A pesquisa caracteriza-se como uma revisão narrativa da literatura, conduzida nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO, Scopus, Web of Science, Embase, BVS/BIREME e Google Scholar, utilizando descritores DeCS/MeSH e operadores booleanos para identificar evidências publicadas entre 2010 e 2025. Foram incluídos estudos que abordam determinantes e intervenções relacionados ao aleitamento exclusivo, resultando na seleção final de 10 artigos após critérios de inclusão e exclusão. Os resultados mostram que a autoeficácia materna, o conhecimento prévio, a intenção de amamentar, o apoio familiar, o suporte dos serviços de saúde e as condições de trabalho constituem fatores decisivos para a manutenção da prática. Identificaram-se também barreiras recorrentes, como percepção de leite insuficiente, estresse materno, falta de políticas protetivas e retorno precoce ao trabalho. As evidências sugerem que intervenções intersetoriais, estratégias educativas contínuas, grupos de apoio e ambientes laborais favoráveis ampliam significativamente as chances de manter o aleitamento exclusivo até o sexto mês. Conclui-se que ações integradas, baseadas em suporte social e práticas clínicas qualificadas, são fundamentais para fortalecer o aleitamento materno e reduzir desigualdades no acesso e na permanência dessa prática.
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