USO PRECOCE DE TELAS NA INFÂNCIA: IMPLICAÇÕES PARA O NEURODESENVOLVIMENTO INFANTIL E DESAFIOS PARA AS ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO NO CONTEXTO DA SAÚDE COLETIVA
Resumo:
O uso precoce de telas digitais na infância tem se ampliado de forma expressiva nas últimas décadas, integrando-se às rotinas familiares e aos contextos de cuidado infantil. Diante desse cenário, o presente estudo teve como objetivo analisar as implicações do uso precoce de telas na infância para o neurodesenvolvimento infantil e os desafios relacionados às estratégias de intervenção no contexto da saúde coletiva. Trata-se de uma revisão narrativa de literatura, de caráter descritivo e analítico, realizada a partir de buscas nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde, contemplando estudos publicados entre 2020 e 2025. Os resultados mostram que a exposição às telas ocorre de forma precoce e contínua, predominantemente no ambiente domiciliar, associando-se a alterações em aspectos da atenção, linguagem e interação social, além de modificar padrões de estímulo e interação na infância. Conclui-se que o uso precoce de telas na infância apresenta implicações relevantes para o neurodesenvolvimento infantil e impõe desafios às estratégias de intervenção em saúde coletiva, demandando ações educativas, acompanhamento sistemático do desenvolvimento e articulação intersetorial voltadas à promoção da saúde na primeira infância.
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