CÂNCER COLORRETAL NO BRASIL: RASTREAMENTO, POPULAÇÕES DE RISCO E ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO
Resumo:
O câncer colorretal (CCR) figura entre as neoplasias mais incidentes e letais no Brasil, com destaque para sua prevalência crescente em decorrência de fatores como dieta inadequada, sedentarismo e envelhecimento populacional. Apesar da possibilidade de cura quando detectado precocemente, grande parte dos casos ainda é diagnosticada em estágios avançados, evidenciando falhas na triagem e na conscientização populacional. O objetivo foi analisar os fatores de risco, prevalência, estratégias de prevenção e diagnóstico do CCR, para a detecção precoce. Trata-se de um estudo com abordagem de revisão bibliográfica. A literatura analisada evidenciou que o CCR apresenta maior incidência em indivíduos com mais de 50 anos, histórico familiar, doenças inflamatórias intestinais e hábitos de vida não saudáveis. A colonoscopia é o exame mais eficaz para rastreamento, mas alternativas como testes de DNA fecal vêm ganhando espaço pela maior adesão. O panorama nacional demonstra diagnóstico tardio em muitos casos, alta taxa de recidiva e desigualdade no acesso ao rastreamento. Experiências locais e internacionais reforçam que políticas públicas bem estruturadas podem melhorar os indicadores de detecção precoce e mortalidade. O CCR é uma doença evitável e curável quando detectada precocemente, mas exige estratégias abrangentes de prevenção e rastreamento, especialmente para populações de risco. Portanto, é imprescindível ampliar o acesso a exames, capacitar profissionais e adotar programas nacionais de rastreamento organizados e contínuos, com foco na equidade e eficiência do cuidado oncológico.
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