DETERMINANTES SOCIAIS DA SAÚDE E DESIGUALDADES REGIONAIS: REPERCUSSÕES NA EFETIVIDADE, EQUIDADE E IMPLEMENTAÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
Resumo:
Esse estudo teve como analisar as repercussões dos determinantes sociais da saúde bem como das desigualdades regionais na efetividade das ações governamentais voltadas à Atenção Primária à Saúde. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida em bases como SciELO, LILACS e PubMed, entre 2012 e 2025, utilizando descritores do DeCS/MeSH. Foram incluídos artigos completos em português, inglês e espanhol que abordassem a temática e excluídos trabalhos que não respondiam à questão de pesquisa. Os resultados evidenciaram que, apesar da ampliação do acesso a consultas médicas, exames preventivos e da expansão da Estratégia Saúde da Família, persistem desigualdades regionais e sociais, sobretudo relacionadas à escolaridade, renda, habitação, saneamento básico e gênero, que limitam a efetividade das políticas de saúde. Estudos nacionais e internacionais indicam que a equidade em saúde está mais relacionada a arranjos sociais, intersetoriais e redistributivos do que à riqueza econômica isolada. Observou-se ainda que a falta de integração entre políticas sociais e de saúde compromete a resolutividade da APS. Conclui-se que enfrentar os determinantes sociais requer estratégias estruturais, contínuas e emancipatórias, com monitoramento sistemático e participação social, para consolidar o SUS como sistema equitativo e inclusivo.
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